segunda-feira, 14 de março de 2011

Texto Underground solto - 1

O sangue é mais grosso que a água lisa, wtf. No Bar, a luz jazz. ja nem bebia mais ela perguntou se eu falava inglês, eu disse: - Girl, sapieco de tudo un pueco. mas nem rolou. eu falei pro cara da banda que eu sabia canta e tudo mais, e que matava, que picava, que fazia galinha anda na linha...entortava tampa de garrafa. Disse o taberneiro: - ESSE É GURI BÃO!
Mas eu só sabia aquela do Dazaranha e tinha que pedi pro último cristo canta junto, porque eu me perdia no ritmo sempre. Ali, não bem no canto, mas no meio, meio meio, meio que se rindo pra guria que saiu do banheiro, o Dr. Bruninho, que ja a tempo tinha passado num concurso e tava cheio da paia... ai me lembrei que essa era famosa e que na roda de viola até zulu brilhava.
Mas ele tava acompanhado, era moça boa, guria das trança lisa. altas makilagem. Eu não fumava mais cigarro, ele fumava um café creme sabor cigarro. Me mirou de revezgueio e viu que aquela ali era especial, só pra quem fica até as 4:30 am no boteco. ai aquele moreno la, dos tambor bem loco de reggero (que eu esqueci o nome) batucou bem faceiro de se arreganhar os siso. E foi, mas foi de uma manera tranquila, não errei nem nada.
Dei um abraço no velho amigo e fui embora, aquela época eu já tinha carro, ja tinha emprego, já tinha gravata, já tinha meu copo de café, já tinha testa lisa e ninguém mais usava CD.
A vida era boa porque eu sempre vivi. a gente tem que viver e deixar viver. A Malandragem vai com o tempo. quem veste a mascara de careta é porque já sucumbiu na loucura dos homens. O bom e velho jovem de espírito sempre tá disposto a fazer o errado virar certo. Mas aqui em 2023 ninguém aceita cartão de crédito e nem anda de batmóvel, o mundo parou em 2012, me lembro que era o ano que ia acabar o mundo. E acabou, ninguém mais descobriu nada e nem inventou. só que agora USB a gente pode usar nas pessoas, a gente só não usa CD porque tem furo no meio.
Ainda toco contra-baixo, ainda é o shelter, a minha banda tem o mesmo nome. a minha música tem mais de um dono. O coração (demorei um pouquinho pra pensar no que escrever) é de todos um pouco, mas com um pedacinho de outro.


A P S


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